Palavra do Autor


Quando deixamos de acreditar no perdão e seus benefícios – seja dando ou recebendo – é como se estivéssemos limitando o poder de Deus em intervir ou como se disséssemos a Ele: Olha, eu não acredito em mais nada, muito menos que meu caso tenha solução. Sei que você é Deus, mas, ainda assim, essa é uma questão irreversível e eu não vou conseguir me libertar.
É de C. S. Lewis a frase “É fácil falar sobre perdão até que se tenha alguém para perdoar”. Não queria, mas sou obrigado a concordar com esse pensamento. Não posso ser hipócrita em omitir que por muito tempo sofri a desilusão de uma grande amizade. Alguém muito especial na minha vida espiritual me fez sentir tristeza e o gosto amargo da decepção. Confesso que cheguei a me afastar do convívio da Igreja por um tempo e de tudo que me fazia lembrar aqueles momentos tão dolorosos. Não fosse, mais uma vez, a graça superabundante e os planos do Senhor para mim, certamente eu teria abandonado tudo. Todo meu ministério eclesiástico teria retrocedido e minha vida espiritual sido destruída, ou, quem sabe, teria sido vencido pelas contaminações do mundo, das quais um dia escapei pelo conhecimento de Jesus Cristo, voltando, assim, meu estado pior do que o primeiro? (2 Pe 2.20)
Sofri muito com aquela situação. Queria ver-me livre da angústia, mas não conseguia. Era mais forte do que eu. Quanto mais pensava na situação, maior era o misto de sentimentos ruins que me dominava. Por mais que eu tentasse, não conseguia apagar da mente e do meu coração tudo que acontecera. Um dia, porém, percebi que pelas minhas forças jamais conseguiria me libertar daquele sentimento que me aprisionava, muito menos perdoar. Pedi a Deus que me ajudasse. Não queria mais viver como vivia. Estava me tornando uma pessoa rude, que não sabia mais sorrir. Precisava de alguém que tivesse vivido uma experiência de perdão e, tivesse, portanto, “autoridade” para tratar o assunto. Alguém que não fizesse discurso sobre perdão, mas que tivesse, de fato, vivido esta experiência.
Deus começou a tratar meu coração através de um livro, intitulado “Perdão – a cura das emoções” do Rev. Hernandes Dias Lopes. Foi um bálsamo para a minha vida, um refrigério que há muito não lembrava sentir. Minha amarga experiência tornou-se insignificante diante a grandeza do autor em ter conseguido perdoar o assassino de seu irmão. Como bem profetizou o prefaciador, o Livro seria um instrumento poderoso nas mãos de Deus para extirpar feridas e terminar com a infecção que causa tanto sofrimento entre o povo de Deus, aliviar vidas, libertar corações, alegrar almas abatidas e levantar os destroçados pela amargura do pecado não confessado. De fato, pude perceber que só conseguiria me libertar se eu olhasse para a CRUZ de Cristo e não para o homem. E, assim, aconteceu. Deus continua me tratando, dia a dia. Hoje, porém, sou liberto daquele sentimento horrível que um dia me escravizou. 
Uma palavra impensada, principalmente quando dita em hora inoportuna, pode causar danos inimagináveis às pessoas. É como se amassássemos uma folha de papel e depois quiséssemos deixá-la lisa e intacta novamente. Não há como. Por mais esticada que a folha possa ficar, as marcas sempre estarão presentes. Ficamos vulneráveis a sentir uma sensação desconfortante e triste que nos invade quando, pela intempestividade de nossos atos, ferimos o coração das pessoas e principalmente daqueles que nos amam. Agimos impensadamente e sofremos por isso. É muito mais fácil e cômodo ferir o próximo do que nos deixar ferir. No entanto, o Senhor nos convida a olhar para a cruz e voltar a sorrir.
Quando tudo parece perdido diante de nós, quando nos sentimos abatidos pelas circunstâncias, é preciso acreditar na virada. É preciso acreditar que somos capazes de vencer!.

VOCÊ É CAPAZ DE VENCER

Há alguns anos o mundo conheceu a história de uma mãe americana que ao ouvir o grito de socorro do filho que brincava na garagem de sua casa, correu até o local e, vendo-o estirado sob o barco da família, não hesitou, sequer por um instante, em levantar o barco e tirá-lo dali. Imediatamente após, desmaiou.
Em 2005 , Naqsha Bibi foi encontrada na cozinha de sua casa que desabou na Caxemira, mais de dois meses após um terremoto no Paquistão. Ela passou 63 dias presa em uma posição agachada, pois o espaço era pequeno demais para ela esticar os braços e pernas. Ela sobreviveu bebendo água que escorria pela casa de um córrego próximo e comendo comida podre.
Mais recentemente o mundo tomou conhecimento da luta pela sobrevivência travada por Hoteline Losama (25 anos), Darlene Etienne (17 anos) e Evan Muncie (28 anos), ao serem resgatados, com vida, dos escombros de um dos mais terríveis terremotos já visto pela humanidade – Porto Príncipe, Haiti, considerado pela ONU como a mais grave catástrofe da história, respectivamente após 7, 15 e 28 dias após o abalo.
Não é raro, também, lermos nos jornais que pessoas conseguiram sobreviver a chacinas assustadoras ou acidentes inacreditáveis.
Diante dessas e tantas outras histórias incríveis que a vida separa para nos surpreender, não conseguimos explicar o acontecido. Isso se deve ao fato de não conhecermos nossos verdadeiros limites. Não temos dúvida de que acontecimentos como esses só Deus pode explicar, só Ele é capaz de nos fazer entender e aceitar o fato e suas conseqüências. Porém, somos todos dotados de capacidades, também dadas por Deus, que muitas vezes desconhecemos sua existência.
É fácil e prático tributar tais acontecimentos à imaginação humana, ou, quem sabe, a alguma criativa e heróica história de ficção. Há, também, quem realmente não acredita que isso tenha ocorrido, o que é compreensível, afinal, são acontecimentos que fogem à racionalidade que o Homem tanto valoriza e preserva. O fato, no entanto, é ainda mais complexo, pois nós não conhecemos os limites do potencial que dispomos e talvez jamais venhamos a conhecê-lo. A única certeza que temos a respeito é de que não usamos praticamente nada de nossos recursos interiores e desconhecidos.
 Não há como negar que essas pessoas utilizaram, ainda que inconscientemente, tais recursos. Aquela mãe em momento algum olhou para sua limitação. Venceu não apenas o peso do barco que a separava da vida de seu filho, mas do fardo que levaria sobre seus ombros, fruto da descrença de sua capacidade de vencer.
Caso você não tenha atingido seus objetivos, ou, quem sabe, tudo parece perdido diante de você e seus sonhos encontram-se distantes demais, pois as barreiras insistem em separá-los de você, não desanime. Talvez seja necessário mudar a estratégia, acreditar mais em você, cerrar os olhos para suas limitações e os ouvidos para os arautos da desesperança. Lembre-se, ainda, que Deus concedeu a cada um de nós, os mesmos recursos para vivermos a vida. O que você tem feito com eles? Como tem usado cada um deles? Você não precisa experimentar o desespero dessa mãe, nem mesmo a angústia daquelas pessoas para acreditar que, com Jesus...

... VOCÊ É CAPAZ DE VENCER!!!

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